SUCESSÃO E EMPRESAS FAMILIARES

Acada dia, nos deparamos com novas empresas sendo criadas no cenário econômico local e global e, sempre que elas apre- sentam resultado positivo e perduram, acabam sendo passadas

de pai para lho. É nesse momento que a maioria deixa de prosperar. As pesquisas apontam que, entre os seis principais motivos que le- vam uma empresa familiar a fechar as portas, a sucessão é o principal deles. Isso ocorre porque, muitas vezes, o dono da companhia, queren- do manter o controle dos negócios dentro da família, impõe o geren- ciamento da empresa ao lho, que nem sempre tem vocação e preparo para gerir os negócios e o faz somente por obediência. Outro motivo é o não preparo de um possível sucessor em vida, gerando brigas e di –

culdades jurídicas no caso do falecimento de seu gestor.
A sucessão deve ser uma prioridade entre as empresas familiares e o patriarca, ou dono da companhia, precisa preparar pessoalmente o pla- nejamento de sucessão; caso contrário, ele pode não estar vivo para ver um lho assumindo seu posto. Nesse cenário, a governança corporativa tem se mostrado uma boa aliada na sucessão, pois é de fundamental importância ter regras para a participação de familiares e pré-requisi- tos para poder ocupar cargos, como, por exemplo, um programa de treinamento para lhos de sócios, com regras para as áreas de atuação e necessidades de formação acadêmica mínima para cada área a ser ocupada na empresa. Esse tipo de atitude faz com que o herdeiro se prepare para assumir uma posição dentro da organização e esteja apto para os desa os do futuro, em vez de simplesmente assumir um cargo

que caiu em seu colo.
Para alcançar o sucesso, é necessário que a comunicação na orga-

nização seja aberta e honesta, permitindo coordenar, prevenir e resol- ver problemas com facilidade, criando um alinhamento favorável ao seu crescimento e perpetuidade. As famílias que têm um bom relaciona- mento dentro e fora da empresa tendem a ter mais facilidade para al- cançar essa sinergia.

Devemos nos preparar para o futuro e visualizar nossas empresas atuando daqui a cem anos ou mais, precisamos que elas sejam um sucesso e isso só será possível se conseguirmos acabar com o velho provérbio português do pai rico, lho nobre e neto pobre. Faremos isso com muito planejamento, que é a chave para o sucesso que es- peramos. Por isso, pais, preparem seus lhos para assumir seu lugar enquanto ainda há tempo, para que eles possam atender às suas ex- pectativas de sucesso na empresa e fazer com que ela prospere por cada vez mais gerações.

 

Joaquim Arnaldo Feitosa Júnior

Formado em administração pelo CEAP e especialista em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas, com extensão internacional pela Ohio Business School.

Desde 2006, atua na empresa Jumbinha. Paralelamente às empresas da família, é sócio da Jumbrind’s e do boliche Strike Jumbinha, atuando no ramo de brindes corporativos e de festas e entretenimento familiar.

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