DESAFIOS DO VAREJO

Quem cresceu no meio do comércio certamente já deve ter vi- venciado inúmeras fases de transformação do varejo. A bola da vez é a tecnologia. Quando falamos em cultura digital ouvimos:

quanto custa? Como a sociedade vai sobreviver com o trabalho huma- no sendo substituído por máquinas? Como o cliente se comporta? Por onde eu começo?

O início pode parecer fácil e acessível, pois atualmente contamos com redes free, como Instagram e Facebook, entre outras. Porém o maior erro está em achar que uma marca é apenas um Instagram bem montado e um nome bonito. Ela tem que ter propósito para justi car o valor agregado do produto.

Tudo isso está conectado à tecnologia, pois a trajetória do cliente começa antes dele passar o cartão. Geralmente, o primeiro contato é sempre digital e, nesse momento, vale atentar para o posicionamento da marca. O consumidor do século XXI é onipresente; portanto, se chegou a entrar em nossas lojas, ele já está ciente de qual produto irá comprar, quanto está disposto a gastar e qual experiência gostaria de vivenciar. O desa o do varejo é compreender que a mudança já chegou! O gargalo é: qual é o seu diferencial?

Quando decidimos criar o Nous, pensamos em uma marca que des- pertasse a vontade do cliente de se identi car ou fazer parte de um movimento. Estamos em uma cidade tradicional e, quando falamos em atendimento totalmente digital, vimos caras e bocas. Contudo, come- çamos uma onda em nossas redes sociais mostrando a mudança de um mundo em que o mais legal é se conectar e estar aberto ao novo! Assim, criamos um ponto de encontro onde é possível comer, dançar, encon- trar os amigos, comprar obras de arte e interagir com nossos colabo- radores. A tecnologia não substituiu pessoas, porém agiliza processos.

Do outro lado, o empresário tem em suas mãos informações como o controle de estoque e o mapeamento do produto mais vendido, horá- rios de pico, etc. O mais importante: passamos a ter acesso ao cliente de maneira consensual, formando uma rede de dados que pode ser usada a favor do negócio em alguma ação futura.

O digital veio para agregar. O custo pode ser alto, mas existem for- mas de reduzi-lo associando-se a start-ups ou participando de mento- rias realizadas por entidades como a CDL Jovem, que tem como pilar um varejo inovador. Cabe a nós decidirmos se iremos mais rápido ou devagar nessa revolução tecnológica. O pulo do gato é entender que a disrupção já começou e que, como empresários e consumidores, precisamos nos readaptar.

 

AMANDA PINHEIRO

DIRETORA CDL JOVEM GOIÂNIA

GABRIELA MOREIRA

PRESIDENTE DA CDL JOVEM GOIÂNIA

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