No início, pode soar estranho. Muitas mudanças, tendências e mais tendências tecnológicas que nos fazem parar para pensar em como começamos a interagir com a economia 4.0. Na terceira revolução industrial, tivemos um enorme impacto gerado pela automação, computação e redes conectadas. Quais seriam os pilares ou, até mesmo, como se formata esse processo de mudança cultural dentro de nossas em- presas para que elas se permitam estar no ambiente 4.0?

Primeiramente, é preciso entender que estamos passando por um novo processo, resultado do desenvolvimento e de diversas tecnologias disrup- tivas que, quando misturadas, possuem força para mudar a forma de gerir negócios, o mercado de trabalho e suas relações e a própria sociedade e seus hábitos de consumo.

O mundo digital e a sociedade em si conectam-se de maneira complemen- tar – empresas são formadas utilizando-se de novas tecnologias que surgem a cada dia, muitas vezes desbancando empresas gigantes e líderes de mercado, que se tornam obsoletos. Temos exemplos fartos no aparecimento de empre- sas com valores de bilhões de dólares e que mudam o paradigma de setores tradicionais, como o automotivo e hoteleiro, em que Uber e Airbnb, mesmo não possuindo diretamente carros ou imóveis, modi caram completamente a forma de se locomover e se hospedar. Observando o ranking das maiores em- presas do mundo, veri camos que são empresas de tecnologia que dominam as primeiras colocações, como Google, Amazon, Apple, Facebook; em eco- nomias emergentes, como a China, o mesmo fenômeno se repete localmente com empresas como Alibaba, Tencent e Didi Chuxing, com crescimentos ex- pressivos e dominando seus segmentos de mercado.

O gestor de hoje precisa estar alinhado com análises digitais e em busca de novas tecnologias para garantir a continuidade do seu negócio. Somen- te assim garante-se que negócios antigos ou novos tenham chances de competição em um mercado cada vez mais complexo, onde empreende- dor e consumidor precisam estar extremamente alinhados.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no Brasil, micro e pequenos negócios geram 27% do Produto In- terno Bruto (PIB) e 52% dos empregos com carteira assinada, desempe- nhando papel fundamental na economia. No cenário atual, o número de empresas que encerram suas atividades é enorme, percebendo-se que, por meio dos preceitos da economia 4.0, surge uma nova esperança para que empreendedores possam buscar soluções inovadoras e tecnológicas para seus negócios, fazendo sua própria revolução, com o auxílio de tecnologias inovadoras e disruptivas ao seu alcance, e garantindo uma chance maior de êxito empresarial. Por esse motivo, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Jovem busca, pelo seu projeto Inova Varejo, propor soluções inovadoras, unindo negócios sólidos e conectando o ambiente empreendedor com as inovações tecnológicas emergentes na economia 4.0.

 

Raphael Paganini Picanço

Empresário, formado em Direito em 2004 pelo UniCEUB, cursou pós-graduação em Direito Tributário no Instituto Brasiliense de Direito Público, com especializações em Decisiones Estrategicas en el Retail, pela Universidade Tecnológica de Monterrey, e Strategic Business and Supply Chain Management Program, pela Ryerson University of Toronto. Coordenador Nacional da CDL Jovem do Distrito Federal.

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